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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

É acusado de extorsão no PI

Promotor quer que o delegado Wendell Reis volte a ser preso

O delegado Wendell Reis Costa de Araújo teve sua liberdade concedida dia 25/12

O caso do delegado Wendell Reis ainda não foi concluído. O promotor titular da 9º Vara da Corregedoria da Polícia Civil, Aristides Pinheiro declarou que irá pedir a prisão preventiva do delegado que está sendo acusado de praticar extorsão contra um agricultor.

A atitude do juiz lantonista que concedeu a liberdade para Wendell Reis em pleno Natal foi considerada pela delegada Daniela Barros, muito precipitada. Segundo ela, o juiz plantogista não conhecia o processo, por isso não poderia ter dado a liberdade ao delegado.

O delegado Wendell Reis Costa de Araújo teve sua liberdade concedida pelo juiz plantonista Carlos Barbosa Dias na última quinta-feira (25), após pagar a fiança de R$415,00. Ontem também foram soltos, mediante o pagamento de fiança de R$ 415 cada um, os agentes Antônio Tibúrcio e Raimundo Felicíssimo.

O OUTRO LADO

Em contato com o 180graus, o advogado Marco Aurélio, que fez o pedido de soltura do delegado Wendell e dos demais policiais presos, negou que tenha havido qualquer tipo de irregularidade no seu processo de soltura.

"Na verdade, a liberdade do delegado e dos policiais foi dentro do tramite legal. O que existiu foi o flagrante, Além disso, acusaçaõ de concussão cabe a fiança. Quem concedeu pedido de liberdade foi o promotor Meton Filho", afirmou Marco Aurélio.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Acusação de extorsão

VEJA AS IMAGENS DA EXTORSÃO: Robert Rios acionou o Serviço de Inteligência e flagrou tudo
Delegado Wendell Reis foi flagrado

Delegado Wendell Reis recebe o dinheiro

Delegado Wendell Reis contando o dinheiro

Um escândalo dentro da Polícia Civil estoura no início da noite desta quarta-feira, dia 17. Através de uma câmera escondida, o Serviço de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança prendeu o delegado Wendell Reis Costa Araújo e mais dois policiais, lotados no 11º DP, que cobre a região do bairro Piçarreira, zona Leste de Teresina, acusados de extorsão.

A informação foi repassada ao 180graus pelo próprio secretário estadual de Segurança Pública Robert Rios Magalhães (PCdoB). Segundo ele, um homem, identificado como Carlos Augusto, o procurou para denunciar que estava sendo vítima de extorsão por parte do delegado Wendell e alguns de seus policiais. Robert acionou o Serviço de Inteligência e flagrou tudo.

Carlos Augusto disse que Wendell e os policiais Tibúrcio e Rambnho o ameaçaram de prisão e apreenderam seu carro, acusando-o de porte ilegal de arma. Ele disse que os policiais "colocaram" a arma no bagageiro de seu carro, para poder ter um motivo para prendê-lo. Carlos Augusto então disse que não tinha dinheiro, mas que iria atrás se o deixassem solto.

O carro ficou no pátio do 11º DP. Só seria liberado se Carlos Augusto voltasse com o dinheiro. Foi aí que, ao invés de ir atrás do dinheiro, ele foi à procura da Secretaria de Segurança. Robert Rios autorizou e colocou uma mini-câmera, moderna e de altíssima qualidade, escondida na roupa de Carlos Augusto e pediu que este fosse à delegacia com pelo menos R$ 1 mil, para dizer que queria o carro de volta.

"A câmera flagrou tudo. O delegado Wendell pedu o dinheiro e ainda ameaçou, caso o Carlos Augusto o entregasse no caso. Depois que ele (Carlos Augusto) entregou o dinheiro (R$ 1 mi, que foi fotocopiado), uma equipe de policiais prendeu em flagrante o delegado e os dois policiais que são acusados do crime de extorsão", frisou Robert Rios falando ao 180graus.

PRESO NA CICO: JÁ RESPONDE PROCESSO
O delegado Wendell e os dois policiais, Tibúrcio e Rambinho, foram levados para uma das celas da CICO (Comissão de Combate ao Crime Organizado). Para quem não lembra, este mesmo delegado responde à acusação de assassinato. Em setembro de 2003, ele foi acusado de ter atirado e matado o vendedor Ricardo Seabra. Chegou a ser condenado, mas não cumpriu a pena porque seus advogados recorreram.

AGUARDE AINDA HOJE, O VÍDEO DA EXTORSÃO

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Procurador de Justiça mata delegado da Polícia Civil

Ao ser preso, o procurador Ernandes Pereira, mostrando sinais de desequilíbrio emocional

O delegado da Polícia Civil do Ceará Cid Peixoto do Amaral Júnior, 60, foi assassinado com um tiro de pistola 380 na cabeça no final da tarde de ontem, dentro da residência de número 1.000 da rua Xaréu, no Loteamento da Precabura, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. O acusado do crime é o procurador aposentado da Justiça do Estado do Amapá Ernandes Lopes Pereira, 59, que acabou preso em flagrante.

Cid Júnior foi morto na presença da esposa e da mãe. Os três haviam sido convidados pelo acusado para conhecer a casa adquirida pelo procurador, que costumava passar férias no Ceará. O juiz da 5ª Vara do Júri, Jucid Peixoto do Amaral, irmão de Cid Júnior, disse que também estaria marcado para morrer, mas escapou por ter recusado o convite do procurador.

Ao ser preso, o procurador Ernandes Pereira, mostrando sinais de desequilíbrio emocional, alegou que a arma havia disparado acidentalmente. Mas, familiares da vítima que presenciaram o crime, discordaram da versão. Cid Júnior estava desarmado e morreu sentado no sofá da área principal da casa. O policial tinha quase 30 anos de profissão e atualmente era delegado titular do 19º Distrito Policial, no Conjunto Esperança.

Vítima e acusado eram amigos de infância, mas há mais de 10 anos não se falavam. Para o juiz Jucid Peixoto do Amaral, a morte do irmão teria sido premeditada. "Duas horas antes do crime, ele (procurador) esteve na minha sala no fórum (Fórum Clóvis Beviláqua) para me convidar a conhecer também a casa que ele havia comprado na Precabura. Recusei o convite por conta do trabalho. Não podia me ausentar", disse Jucid Peixoto do Amaral, chorando a morte do irmão.

Diante da recusa do juiz, o procurador foi pessoalmente à casa da mãe de Jucid apanhá-la para conhecer a residência na Precabura. Dona Júlia Vieira do Amaral, 84, aceitou o convite, mas logo se arrependeu e ligou para os filhos irem buscá-la. Cid Júnior, que estava com a esposa no Fórum, decidiu buscar a mãe e rever o amigo de infância.

Refém
Na casa estavam o procurador Ernandes Pereira, a esposa dele, o delegado Cid Júnior e esposa e dona Júlia, além do caseiro. De repente, se ouviu um estampido. O delegado havia sido morto com um tiro abaixo da orelha esquerda. As esposas e o caseiro assustados correram. Dona Júlia permaneceu como refém e ainda chegou a ter a arma apontada para a cabeça, segundo as testemunhas. A esposa de Cid Júnior conseguiu acionar a Polícia através do telefone de um dos vizinhos.

Alguns minutos depois, a casa foi cercada por policiais civis e militares. Somente uma hora e meia depois de negociações com o procurador foi que a Polícia decidiu invadir a casa e resgatou a refém. Em seguida, o procurador foi preso.

Na saída, quando era conduzido por delegados da Polícia civil, familiares de Cid Júnior tentaram agredir o acusado, que teve de ser colocado em um carro para deixar o local. Por volta das 21h30min de ontem, o delegado da Polícia Civil Andrade Júnior realizou a prisão em flagrante do procurador por homicídio qualificado. Se condenado, o procurador poderá pegar de 12 a 30 anos de prisão.

COMO ACONTECEU

1. Na tarde de ontem, o procurador aposentado Ernandes Lopes Pereira vai à casa de Júlia Vieira do Amaral, mãe do delegado Cid Júnior e do juiz Jucid Peixoto. Ele quer levá-la para conhecer a nova residência, localizada na rua Xaréu, nº 1.000, na Precabura, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.

2. Dona Júlia sente-se incomodada quando Ernandes começa a beber demais e pede a um dos filhos para buscá-la. No fim da tarde, o delegado Cid Júnior chega com a esposa. O casal conversa com Ernandes e sua esposa até que o procurador se levanta, dá um beijo em Cid Júnior e, em seguida, atira na cabeça de Cid, que cai sentado no sofá.

3. As esposas de Cid e Ernandes saem correndo da casa, mas Júlia fica e acaba virando refém de Ernandes. A Polícia invade a casa e prende Ernandes, que é conduzido para a sede da Superintendência da Polícia Civil para a realização do flagrante.

Fonte: GP1

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